A Gamescom 2026 apresentou uma variedade de jogos, mas a presença do GenAI está gerando preocupações entre os jogadores. Durante o evento, Geoff Keighley, o anfitrião, comentou sobre as mudanças no setor de games, destacando tanto as inovações quanto os desafios, como demissões e o aumento dos custos de hardware.

Alguns títulos já eram conhecidos por utilizar GenAI, enquanto outros foram revelados durante a apresentação. Por exemplo, os desenvolvedores de Crimson Desert se desculparam pelo uso de GenAI e prometeram remover os elementos problemáticos em atualizações futuras. Já a Sega parece indiferente ao impacto do GenAI em Crazy Taxi: World Tour, que não conseguiu reviver a nostalgia de muitos jogadores.

O uso de GenAI se tornou um tema polêmico, especialmente quando alguns desenvolvedores não revelam essa informação até serem questionados. Jogos como Project Zeta, Aion 2 e Train Sim World 7 seguiram as diretrizes do Steam e informaram sobre seu uso de GenAI em suas páginas de loja.

Além disso, a falta de transparência em alguns jogos levanta dúvidas. O jogo Aniimo, por exemplo, não tinha menção ao uso de GenAI em sua página do Steam, mas os desenvolvedores confirmaram que a tecnologia está sendo utilizada em certas etapas do desenvolvimento.

O evento também chamou atenção para a crescente desconfiança em relação a jogos que não informam sobre o uso de GenAI, levando a uma situação em que desenvolvedores podem ser considerados culpados até que provem o contrário. O jogo de estratégia Humankind 2 enfrentou críticas imediatas após a exibição de seu trailer, sendo necessário esclarecer que o vídeo foi filmado em um estúdio tradicional.

As declarações de empresas sobre o uso de GenAI, muitas vezes, tentam minimizar a repercussão negativa. A crescente aceitação dessa tecnologia na indústria de games pode levar a um cenário onde os desenvolvedores que se opõem ao GenAI precisam se manifestar mais claramente.