O desenvolvedor John 'Bucky' Buckley, responsável pela publicação e comunicação da Pocketpair, empresa por trás de Palworld, compartilhou sua visão sobre o Steam Next Fest em uma postagem no Twitter. Para ele, o evento ainda é um risco válido — mesmo diante do crescente número de jogos criados com ajuda de inteligência artificial.

Buckley destacou que, mesmo antes do boom da IA, a maioria dos títulos apresentados no festival não conseguia atrair atenção. "O número de jogos do Next Fest que quase não recebem atenção sempre foi muito alto", afirmou. Ele observa que, mesmo com o algoritmo de randomização do Steam nos primeiros dias, o foco do público logo se concentra em cerca de 25 títulos principais.

"O melhor sempre sobe", diz ele, reforçando que, se um jogo for bom e estiver na moda, conseguirá se destacar. Segundo Buckley, o público ainda busca experiências novas e divertidas, e o festival ainda é um dos principais canais para isso.

Ele também lembrou que o evento era mais nichado anos atrás, com menos jogos e jogadores mais engajados — que testavam demos, reportavam bugs e buscavam títulos escondidos. Hoje, com mais influenciadores e um público maior, o comportamento mudou: muitos só "fazem janelas" em busca dos mais polidos.

Apesar de reconhecer que a descoberta de jogos está cada vez mais difícil e que o problema do "lixo de IA" é real, Buckley acredita que não é justo culpar todos os fracassos na quantidade de lançamentos. "Acho que a gente se apressa demais em rotular todos os resultados ruins como consequência do AI slop", disse.

"É desanimador, sim. Pode parecer que vale a pena desistir. Mas não. O Next Fest sempre foi um jogo de azar — e ainda é um jogo que vale a pena jogar", concluiu.