O novo M6 da Apple está chamando atenção não só por seu desempenho, mas por ser um dos primeiros chips a usar o nó N2 da TSMC — a versão mais avançada do que se considera 2nm em tecnologia de semicondutores. Segundo benchmarks como o Geekbench 6.7, o M6 alcança 4.698 pontos em teste single-core, superando o Ryzen AI 9 HX 470, que marca apenas 2.872 pontos.
Além do desempenho, o M6 mostra uma melhoria de quase 20% na eficiência energética em comparação com o M5, e é duas vezes mais eficiente do que o Ryzen AI 9 HX 470 em consumo por desempenho. Em tarefas multithread, o salto é ainda mais acentuado: com 12 núcleos contra 10 do M5, o ganho chega a cerca de 50% em carga de trabalho pesada.
Esses números são um sinal forte de que o N2 da TSMC está funcionando bem — algo que, após os problemas com a evolução de nós em tecnologia, era incerto. Apesar de a Apple estar à frente, o que importa para o mercado de PC é que esse progresso pode ser aproveitado por AMD, Nvidia e Intel no futuro.
AMD já confirmou que suas CPUs Zen 6 para servidores estão em produção no N2, o que sugere que os modelos para PCs podem seguir o mesmo caminho — talvez até pulando o N3. Já Nvidia, com seus chips Blackwell (N4) e os próximos Rubin (N3), pode só chegar ao N2 em 2030, se tudo seguir como esperado. Intel, por sua vez, já usa N3 em seus processadores Lunar Lake e pode lançar variantes de Nova Lake no N2 no início de 2027.
Apesar de o acesso ao N2 ainda ser limitado — especialmente por causa da alta demanda por chips voltados para IA —, o fato de o nó estar funcionando tão bem no M6 é um bom presságio. O atraso pode até ser positivo: dá tempo para os preços dos chips se estabilizarem antes da chegada em massa dos processadores de 2nm no PC.