Na edição de 2026 do New York Comic Con, Marvel fechou um capítulo importante da sua jornada em séries de televisão. O painel, que reuniu elenco de projetos como Daredevil e VisionQuest, foi marcado por anúncios que indicam o fim de uma era: as séries de TV live-action da Marvel, que marcaram os últimos cinco anos, estão parando de ser produzidas.
Charlie Cox, que interpreta Daredevil, confirmou em entrevista ao vivo que a segunda temporada será a última da série. O anúncio gerou reações intensas do público, com Cox brincando sobre a campanha #SaveDaredevil, que agora entraria em sua "segunda rodada". Apesar da emoção, o fim foi esperado — o showrunner Dario Scardapane havia saído durante a pós-produção, e rumores apontam que cenas finais foram regravadas para um encerramento mais definitivo.
Outro ponto central do painel foi VisionQuest, que encerra a trilogia iniciada com WandaVision. Segundo Brad Winderbaum, chefe da Marvel Television, a série não é apenas um fechamento de um arco, mas sim o fim de um modelo que dominou a produção da Marvel em streaming: o de séries limitadas ligadas ao MCU, lançadas com cadência anual.
"O universo compartilhado começou a parecer uma obrigação para algumas pessoas", disse Winderbaum. Ele destacou que a necessidade de ver tudo para entender o que estava acontecendo prejudicou a experiência de descoberta, especialmente no lado da TV. "Você pode assistir a Moon Knight sem saber de nada antes. A ideia de que precisava ver tudo era um mal-entendido, mas compreensível, dado o jeito como lançávamos as coisas".
Com o cancelamento de Wonder Man e o fim de outras séries, o estúdio parece estar reestruturando. A nova direção, segundo Winderbaum, é começar do zero. E o primeiro sinal disso é Zodiac, um novo projeto confirmado no painel.
No universo dos quadrinhos, Zodiac é uma organização criminosa formada por membros com nomes baseados em signos. A série promete ser uma produção internacional de espionagem, cheia de traições, segredos e um elenco excêntrico. Winderbaum elogiou o conceito como "um show globetrotter sobre segredos, mentiras e lealdades ocultas" — sem revelar detalhes, mantendo o suspense.
É um salto ousado: após anos lançando séries com personagens estrelas como Moon Knight e She-Hulk, a Marvel agora aposta em uma história com personagens que nem sequer estariam no pódio de personagens mais conhecidos. O mercado brasileiro, com acesso limitado a algumas séries por bloqueios regionais, pode ver essa mudança como uma oportunidade de novos universos, mesmo que ainda sem garantias de lançamento local.