O diretor de The Blood of Dawnwalker, Konrad Tomaszkiewicz, revelou que a mecânica de tempo limitado — que dá ao jogador 30 dias para salvar a família antes que o vilão vampiro Brencis a elimine — não será necessariamente mantida em uma possível sequência.

Em entrevista ao Eurogamer, Tomaszkiewicz explicou que o sistema será avaliado caso a caso, dependendo da narrativa. "Se tivermos histórias em que ele se encaixar, usaremos. Se não se encaixar, não vamos forçar. Vamos brincar com esse sistema e usá-lo para aumentar a urgência em certos momentos".

Apesar de ser um dos pilares da identidade do jogo, o mecanismo gerou críticas e divisão entre jogadores. Muitos reclamaram da sensação de pressão e da impossibilidade de ver todo o conteúdo em uma única jogatina — algo que o diretor considera um mito, comparando com jogos como The Witcher, onde escolhas também impedem a completude total em uma única vez.

"Entendo o argumento de que querem ver tudo em uma jogatina, mas é falso desde o início", disse Tomaszkiewicz. Ele destacou que o jogo foi equilibrado para permitir cerca de 80% do conteúdo com o sistema ativo, e que o número de críticas diminuiu com o tempo, já que mais jogadores acabaram o jogo e perceberam que tinham mais tempo do que imaginavam.

Além disso, o diretor confirmou que estão pesquisando outras ideias ousadas para inovar no gênero RPG no futuro. E, mesmo com a existência de mods que removem a mecânica de tempo — como o mais popular, lançado antes do jogo —, ele incentiva os jogadores a experimentarem a versão original.

"Se alguém quiser jogar com o mod, tudo bem. Mas quero que tentem a versão que criamos, porque é equilibrada e pensada para gerar tensão, não frustração".