Os líderes do setor de inteligência artificial continuam a lançar afirmações impactantes sobre o futuro da tecnologia, muitas vezes contradizendo declarações anteriores e mudando constantemente os prazos e os objetivos. O mais recente exemplo veio de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, que afirmou em setembro de 2026 que o GPT-6 Astra havia alcançado o AGI — inteligência geral artificial — após apenas quatro anos desde o ChatGPT.
Essa afirmação foi feita poucas semanas depois de Sam Altman, da OpenAI, dizer que a empresa ainda não havia alcançado o AGI, mas que esperava ter um sistema interno que ele chamaria de tal até o final do ano. Antes disso, Elon Musk já havia previsto o AGI para 2026, enquanto Demis Hassabis, da Google DeepMind, estimava entre três e cinco anos para o marco.
Na esteira dessas promessas, o governo de Donald Trump anunciou em setembro de 2026 uma mudança de nome: a partir de então, o termo "Artificial Intelligence" seria substituído por "Super Intelligence" (SI), segundo um decreto presidencial que justifica a mudança como uma forma de refletir melhor o potencial das tecnologias emergentes.
Paralelamente, o conceito de "auto-improvisação recursiva" — quando a IA começa a desenvolver versões mais avançadas de si mesma — ganhou força depois do post da Anthropic intitulado "When AI builds itself", que revelou que a empresa já está delegando parte do desenvolvimento de IA para outros sistemas de IA.
Em meio a tudo isso, Evan Hubinger, líder de alinhamento da Anthropic, declarou publicamente que a IA poderia matar todos os humanos com mais de 10% de probabilidade nos próximos dez anos, e que a empresa ainda não tem um plano claro para lidar com o alinhamento de superinteligências.
Essas declarações, marcadas por promessas exageradas, trocas constantes de metas e linguagem repleta de buzzwords, geram mais confusão do que clareza — e levantam dúvidas sobre a credibilidade das afirmações feitas por quem lidera o setor mais valioso do mundo.