Na Tokyo Game Show 2026, tivemos a chance de experimentar um dos grandes destaques da nova era do Mega Man: Dual Override. Dessa vez, o foco não foi o Blue Bomber, mas sim seu irmão mais velho, Proto Man — um dos personagens mais icônicos da franquia, com atitude, óculos escuros e um estilo de jogo que muda tudo.
Proto Man não é só um Mega Man com um cachecol legal. Ele traz um novo ritmo ao jogo: seus tiros do Proto Buster têm alcance curto, mas causam mais dano, e o ataque carregado se espalha em um arco, como um corte. Além disso, o canhão esquenta com uso, exigindo que o jogador gerencie o calor — algo que pode ser liberado manualmente ou deixado esfriar sozinho.
Os níveis são divididos em fases com dificuldade crescente. A primeira parte, ambientada em uma Feira de Robôs com balões coloridos e música animada, traz uma estética bem diferente do tom sombrio de títulos anteriores. O ritmo é leve, mas logo a coisa pega: o primeiro boss, Big Press Don, muda entre voar, tentar esmagar o jogador e atacar com um punho do peito — tudo isso evitável com o slide clássico do Mega Man.
Após vencer, ganhamos Bolts, que funcionam como pontos de progresso no laboratório do Dr. Light. Eles permitem desbloquear Chips Custom, que alteram o estilo de jogo. Na nossa sessão, usamos um chip de disparo rápido, transformando o Proto Man em uma metralhadora ambulante.
A segunda área é mais sombria e desafiadora. Aqui, o escudo de Proto Man ganha novas funções: pode ser lançado como um boomerang e usado para bloquear tiros, além de permitir ataques especiais como um soco alto e um mergulho horizontal. Esses movimentos não só ajudam em combate, mas também são úteis para coletar itens escondidos, como Bolts em locais de difícil acesso.
O terceiro e último trecho é o mais difícil. O cenário muda para noite, com fogos de artifício formando figuras no céu. Muitos buracos, inimigos em massa e plataformas que exigem precisão extrema. A mecânica de rolagem clássica do Mega Man está de volta, com checkpoints a cada poucas telas — um equilíbrio inteligente entre desafio e acessibilidade.
O confronto final contra Twinkle Girl é intenso. Ela muda de fase, atira fogos de artifício e se lança ao chão em uma explosão. É aí que entra o modo Override: um boost temporário com um cutscene dramática. Ainda que o dano diminua após o fim do modo, o momento é épico — e vencer exige timing, posicionamento e coragem.
Um detalhe que chamou atenção foi o dano visível nos personagens. Tanto Proto Man quanto os inimigos mostram arranhões, marcas e danos visuais conforme levam golpes — um toque que traz mais imersão e personalidade ao combate.
É importante destacar: você escolhe um personagem no início da campanha e não troca entre Mega Man e Proto Man. Isso abre espaço para replays — um diferencial para quem quer ver como as mecânicas se adaptam a cada um.
Mega Man: Dual Override chega em abril de 2027. No Brasil, o preço ainda não foi divulgado, mas com o histórico de lançamentos da Capcom, espera-se um valor competitivo no mercado local.