A Meta anunciou oficialmente seus novos óculos VR, que não fazem parte da linha Quest, com lançamento previsto para a primavera de 2027. O modelo, ainda sem nome oficial, será vendido por US$ 1.299 (cerca de R$ 6.999 no Brasil), sem controle incluído — que será vendido separadamente.
O dispositivo tem um design leve, com apenas 100 gramas, e se destaca pela portabilidade. O processador Snapdragon Reality Elite não está embutido no óculos, mas sim em um pequeno puck de bateria que cabe no bolso e dura até três horas. Ele pode ser conectado a qualquer dispositivo USB para funcionar como um display.
Apesar de usar dois micro-OLED com resolução 5K por olho e tecnologia Dolby Vision, o campo de visão é limitado a 70 graus — bem abaixo dos 110 graus dos headsets tradicionais. A Meta afirma que o foco não é jogos, mas sim entretenimento e computação espacial, com suporte a mais de 75 títulos já disponíveis na loja do Quest, adaptados para rastreamento de mãos.
Segundo a empresa, os óculos serão compatíveis com consoles e PCs, funcionando como uma tela virtual gigante. No entanto, o trailer de apresentação não mostra nenhum jogo em ação, reforçando a ideia de que o produto é mais voltado para uso cotidiano do que para experiências de imersão profunda.
Essa mudança de rumo é vista como uma resposta à crise financeira da Reality Labs, que passou por cortes de equipe e encerramento de estúdios de jogos. Enquanto os Quests sempre buscaram acessibilidade de preço, esse novo produto tem um custo que afasta o público de massa — algo que a Meta já demonstrou ser lucrativo com seus óculos inteligentes Ray-Ban.
Apesar do avanço tecnológico, a empresa ainda enfrenta críticas sobre privacidade, especialmente com o novo sistema de IA agente chamado Muse. Ainda não há indicações de que a Meta tenha feito mudanças significativas para abordar esses temores, que persistem como um dos principais entraves para a adoção de óculos inteligentes.