A Meta continua a afirmar que seus investimentos em inteligência artificial (IA) são justificáveis, mesmo diante de uma possível despesa superior a US$ 8 bilhões em data centers. No segundo trimestre de 2026, a empresa anunciou uma receita de US$ 60,80 bilhões, marcando um crescimento de 28% em relação ao ano anterior, mas suas ações caíram 10%.

O fluxo de caixa livre da Meta caiu 91% em relação ao ano passado, totalizando apenas US$ 784 milhões. Essa redução é atribuída a gastos questionáveis em sua divisão de realidade virtual e aumentada, Reality Labs, além dos investimentos em infraestrutura de IA.

Durante a última chamada com investidores, o CEO Mark Zuckerberg expressou otimismo, afirmando que os investimentos em IA estão acelerando várias áreas do negócio. Ele destacou que a empresa está utilizando modelos de linguagem para aprimorar a relevância e a conversão de anúncios no Facebook e Instagram.

A Meta obteve US$ 59 bilhões em receita publicitária no último trimestre, e Zuckerberg afirmou que o crescimento de sua receita publicitária é mais rápido do que o de qualquer outra empresa do setor. Ele também mencionou oportunidades para vender serviços de IA para empresas, incluindo APIs e agentes de negócios.

A empresa planeja gastar entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, com Zuckerberg reiterando a necessidade de investimentos para atender à crescente demanda por IA em seus produtos.

Com esses gastos contínuos, resta saber se os investidores continuarão confiantes ou se a Meta enfrentará dificuldades financeiras em seu caminho.