A nova coletânea Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 tem chamado a atenção dos críticos, especialmente pelo retorno de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots. Este título, considerado um dos mais peculiares e polêmicos de Hideo Kojima, estava restrito ao PlayStation 3 e finalmente ganha a chance de ser jogado em consoles modernos.

Apesar de algumas críticas sobre o jogo, como seu ritmo lento e a excessiva duração das cutscenes, a maioria dos avaliadores concorda que a remasterização em 4K e 60 quadros por segundo é uma grande melhoria em relação à versão original. Essa combinação resultou em uma boa recepção, com notas de 85 no Metacritic e 84 no OpenCritic.

Giovanni Colantonio, da Polygon, enfatiza a importância histórica de Metal Gear Solid 4, observando como o jogo aborda a complexa relação entre videogames e a guerra. Ele o descreve como uma crítica poderosa ao lucro gerado pela guerra, afirmando que a coletânea é uma das mais relevantes do ano.

Por outro lado, Cole Kronman, do Kotaku, oferece uma visão mais crítica, considerando o jogo como uma reflexão confusa de um artista frustrado com sua obra. Para ele, a experiência é profundamente humana, embora não seja algo que ele pretenda revisitar.

Além de Metal Gear Solid 4, a coletânea inclui dois clássicos de portáteis: Metal Gear Solid: Peace Walker e Metal Gear: Ghost Babel. Este último é uma reinterpretação da história do primeiro Metal Gear Solid e, segundo Jordan Middler, do VGC, é uma adição significativa que muitos jogadores podem ter perdido.

Os críticos também notam que, embora a remasterização seja eficaz, a apresentação geral da coletânea poderia ter recebido mais atenção e cuidado.