Space Warlord Baby Trading Simulator é o jogo que mais tenho jogado nos últimos dias. Um título minimalista onde você compra, vende e faz operações de venda curta com base em eventos da vida de bebês alienígenas. Cada um tem um destino único: de heróis de guerra a operários que morrem na fábrica onde nascem.

Os eventos são apresentados como linhas de ticker financeiro, com frases como "COMPRADO UM HOVERCAR QUE NÃO PODIA PAGAR" ou "ARRESTADO POR REPARAR EQUIPAMENTO AGRÍCOLA". O tom é tão seco e desapaixonado que lembra os momentos cômicos do show de Tim Robinson, I Think You Should Leave.

Entre os momentos mais marcantes estão:

  • CONHECIDO O QUE SÃO LIVROS (de maneira prejudicial)
  • COMPARTILHOU SONHOS E ESPERANÇAS COM UMA COMPAÑHEIRA
  • VENDIDO AÇÕES ANTES DE UM GRANDE SINDICATO
  • QUEIMADO POR UM DERRAME DE MAGMA
  • CAÇADO POR UM GRANDE ANIMAL EM UM PLANETA NÃO DESVOLVIDO
  • ARRASTADO PELAS RUAS POR ADOLESCENTES BÊBADS
  • MARRIDO POR SOBREVIVÊNCIA (aos 64 anos)

O contraste entre a gravidade de uma vida humana e a frieza de um gráfico de ações é o cerne do jogo. Cada ano passa em um segundo, e cada evento, por mais banal ou constrangedor, aparece em caixa alta como um fato econômico. É isso que torna o jogo tão inesquecível — e tão divertido.