Clientes que comprarem um PC pré-fabricado com a GeForce RTX 5090 em uma loja da Micro Center nos EUA agora precisam assinar um documento declarando que não exportarão o componente para o exterior. A medida, segundo relatos de usuários do Reddit, foi implementada nos últimos dias e exige que o comprador forneça o documento de identidade para vincular a compra ao nome real.
O formulário inclui uma cláusula em que o cliente afirma estar adquirindo o produto para uso pessoal ou empresarial nos Estados Unidos, ou identificar com precisão o usuário final. A empresa também pode rastrear o GPU pelo número de série, caso o equipamento seja encontrado fora do país.
Essa nova exigência surge em meio a preocupações do governo americano com a exportação de tecnologias avançadas para a China, especialmente placas de vídeo com alto poder de processamento — fundamentais para o desenvolvimento de inteligência artificial. Com a RTX 5090 já difícil de encontrar em lojas individuais, muitos consumidores têm recorrido a PCs completos como forma de contornar restrições e, eventualmente, revender os componentes no exterior.
Apesar da medida, especialistas questionam sua eficácia legal. É possível que o proprietário original alegue que o GPU foi roubado ou vendido sem seu conhecimento. O maior obstáculo para quem quer exportar em massa, no entanto, parece ser o registro de identidade, já que fornecer dados pessoais pode facilitar a rastreabilidade.
Na prática, a medida reforça um cenário já difícil para o consumidor: preços altos, escassez de produtos e burocracia crescente. No Brasil, onde a importação de hardware é limitada por impostos e restrições, essa realidade ainda não se aplica diretamente — mas pode se tornar relevante caso o mercado interno comece a enfrentar escassez semelhante.