A Micron anunciou que sua nova memória LPDDR5X consome cerca de um terço da energia do DDR5 em cargas de trabalho de data centers de inteligência artificial. Em testes realizados em colaboração com a Meta, a LPDDR5X mostrou que pode representar menos de 7% do consumo total de energia do sistema.
Essa nova forma de memória, chamada SOCAMM2, foi projetada como um módulo modular e manutenível para servidores. De acordo com um relatório da Micron, a redução na tensão de operação e o sinal avançado permitem que a largura de banda aumente sem elevar o consumo de energia, resultando em um desempenho melhor em relação à memória convencional.
Embora a mudança para DRAM de baixo consumo possa parecer positiva para gamers de PC, a situação é mais complexa. O aumento na produção de LPDDR5X pode desviar recursos da fabricação de DDR5, o que pode deixar os gamers na mesma situação. Além disso, essa memória é frequentemente utilizada em dispositivos móveis, como smartphones e tablets, o que pode impactar os consumidores nesses segmentos.
Apesar de já ter sido vista em alguns laptops, como no modelo Framework 13 Pro, a crise de suprimentos de memória pode limitar a disponibilidade de módulos semelhantes no mercado. A indústria de IA, por sua vez, pode continuar a escalar o uso de DRAM de baixo consumo, o que levanta questões sobre o impacto ambiental e a acessibilidade futura para os consumidores.