A Microsoft confirmou que o próximo jogo principal da franquia Halo será desenvolvido pela Activision — criadora da série Call of Duty — em meio a uma reestruturação significativa do Xbox Game Studios. A decisão chega após 268 demissões, concentradas principalmente no Halo Studios, e faz parte dos cortes anunciados em julho, que já afetaram cerca de 1.600 funcionários.

Segundo Matt Booty, diretor de conteúdo do Xbox, a transferência de Halo é parte de um plano maior para fortalecer as principais franquias do grupo, com foco em títulos com alto potencial de alcance global. A nova equipe dedicada ao Halo será formada com profissionais da Activision, mas operará de forma independente do desenvolvimento de Call of Duty.

O Halo Studios, que recentemente mudou seu nome após o lançamento conturbado de Halo Infinite, manterá apenas uma equipe mínima para suporte aos jogos já lançados e à comunidade. A Activision já confirmou que o objetivo é criar o maior jogo da franquia já feito, respeitando seu legado, mas sem revelar detalhes sobre o rumo da série — como se haverá um reboot ou uma continuação direta.

A mudança também envolve a transferência de outros estúdios, como World's Edge (Age of Empires) e Rare (Sea of Thieves), para a estrutura da Activision. A empresa ainda não anunciou os próximos passos para os títulos desses estúdios, mas Rob Kostich, presidente da Activision, destacou o compromisso com o legado dos jogos e a importância de entregar um novo capítulo digno da história.

Além disso, a Microsoft está reorganizando outras divisões: a Turn 10 e a Playground serão fundidas; a Obsidian agora é parte da Bethesda e trabalha em um novo jogo de Fallout; e a Ninja Theory está em processo de consulta trabalhista, com risco de fechamento após falha em negociações de venda. Já Arkane segue em negociação com a Microsoft, com o processo ainda em andamento.

A reestruturação é vista como a mais profunda na história do Xbox Game Studios, alinhada à meta de Asha Sharma de alcançar um bilhão de jogadores diários até 2030. O foco está em reduzir custos, concentrar recursos em franquias-chave — como Halo, Minecraft e Fallout — e fortalecer a publicação por meio de parcerias estratégicas.

Apesar do apoio à comunidade e ao futuro dos jogos, a decisão levanta dúvidas sobre o destino da série Halo, especialmente considerando o histórico de lançamentos desafiadores e a mudança de desenvolvedora. O que será do Master Chief? A resposta está ainda por vir.