Se você tem um PC há sete anos e ainda não terminou de configurar o sistema, você não está sozinho. Ainda assim, quando o Windows 11 insiste em dizer 'lembrar em três dias' sobre algo que já foi adiado por anos, a ironia pesa. O sistema, agora com o Copilot integrado, deveria ser inteligente o suficiente para entender que pedir para lembrar novamente é apenas uma forma de adiar o inevitável.

É curioso como o sistema operacional mais usado do mundo ainda não consegue prever o comportamento do usuário. Em vez de ajustar o lembrete com base no histórico de ações, ele simplesmente repete a mesma mensagem — como se o usuário fosse, de repente, despertar com vontade de configurar o sistema.

Essa frustração está longe de ser isolada. Muitos usuários do Windows 11 já reclamaram de lembretes persistentes, atualizações que atrasam o sistema e funcionalidades que consomem recursos sem justificativa clara. O Copilot, prometido como uma inteligência artificial que otimiza o uso do sistema, parece, em alguns casos, ser mais um fator de sobrecarga do que de auxílio.

Enquanto isso, o mercado brasileiro ainda enfrenta problemas com licenciamento e preços de atualizações. Muitos usuários preferem manter versões anteriores do Windows por medo de custos ou incompatibilidade com hardware mais antigo. A promessa de um sistema mais inteligente não se traduz em praticidade real — especialmente quando a própria interface parece ignorar o que o usuário já sabe: que 'lembrar em três dias' não é uma solução.