Monitores OLED de 2026 estão mais próximos do que nunca de recriar a experiência visual dos antigos CRTs dos anos 90 — especialmente em jogos retro. A clareza em movimento, característica que fazia os monitores de tubo de raios catódicos serem tão queridos, está sendo recuperada com tecnologias que simulam o comportamento do fósforo dos CRTs.

Segundo Mark Rejhon, fundador do site Blur Busters, especialista em clareza de imagem em movimento, as pessoas acima de 40 anos se lembram bem da nitidez dos CRTs. Já os mais jovens, que nunca viram um, não sentem essa diferença. Mas com os avanços atuais, é possível recriar esse efeito com monitores modernos, desde que se usem configurações específicas.

Apesar do progresso, ainda há um obstáculo: o Windows. A forma como o sistema operacional gerencia o tempo de exibição dos frames ainda não é compatível com as técnicas mais avançadas de simulação de CRT, como o algoritmo desenvolvido por Rejhon e o ex-desenvolvedor da Nvidia Timothy Lottes. Esse algoritmo, que funciona em monitores com taxa de atualização acima de 240 Hz, reduz drasticamente o borrão em jogos de 60 Hz, simulando o “fade” suave do fósforo dos CRTs.

Outra tecnologia promissora é o G-Sync Pulsar da Nvidia, que usa estrobo de luz e um ciclo de atualização rolante — semelhante ao funcionamento de um CRT — para criar uma percepção de clareza equivalente a 1.000 Hz. Porém, ainda está restrita a GPUs da Nvidia e não é compatível com OLEDs.

Ou seja, mesmo com monitores OLED de alta performance, o verdadeiro potencial só será alcançado se o Windows permitir controles mais precisos sobre o tempo de exibição dos frames. Até lá, os fãs de jogos clássicos precisarão de paciência e disposição para ajustar configurações manualmente.