Quase dois anos após o lançamento de Monster Hunter Wilds, a Capcom está dando um grande passo para corrigir os problemas iniciais com a expansão Ascendance. Durante a Tokyo Game Show 2026, tive acesso a uma demo do conteúdo, e a impressão é clara: este é exatamente o que o jogo precisava para se reinventar.

A história se passa anos após a derrota do dragão antigo Gogmazios. Agora, o Dragão Lao-Shan Lung retorna, destruindo a sede da Guilda dos Caçadores. Com o novo foco na região proibida do Skybound Eyrie, os caçadores precisam se adaptar a um novo mundo de desafios, onde a corrupção baseada em lama se espalha pelo ecossistema.

O novo mapa é, sem dúvida, o ponto alto. Mais vertical do que qualquer zona anterior da série, o Skybound Eyrie lembra as paisagens flutuantes dos filmes de Avatar. A arquitetura em ilhas suspensas e a variedade de terrenos criam um cenário imersivo e desafiador, especialmente em combates rápidos onde cair do mapa é uma realidade comum.

O combate também foi aprimorado. A caçada contra o Alpha Araketa, por exemplo, exige coordenação em equipe, já que o monstro ataca tanto no chão quanto no ar, com ataques em grupo e mergulhos coordenados. Sua habilidade de usar gases em suas asas para impulsionar ataques é uma das mecânicas mais criativas da expansão até agora.

Um dos grandes destaques é o novo sistema de Boost Bracer. Ao ativar um estado de poder, os caçadores ganham um ataque super especial por arma e combos temporários. O sistema de carga de energia com três níveis adiciona tensão e estratégia aos combates, tornando cada confronto mais dinâmico.

Apesar de ainda ser cedo para julgar o impacto total, Ascendance já demonstra que a Capcom está ouvindo os jogadores. Com foco em um final mais intenso, mecânicas refinadas e um mundo visualmente impressionante, a expansão pode ser o catalisador que Monster Hunter Wilds precisava para alcançar seu potencial completo.