A nova versão de Moss: The Forgotten Relic proporciona uma experiência envolvente, onde o jogador é reconhecido como parte da narrativa. Ao controlar Quill, uma jovem camundonga, você não se torna ela, mas sim o Leitor, o que cria uma distância intencional que enriquece a experiência.

A história começa em uma biblioteca antiga, onde você encontra um livro chamado Moss. Dentro dele, Quill descobre um artefato poderoso chamado Glass, que a conecta a você. Essa relação gera uma aventura que se desvia de seus objetivos iniciais, levando Quill a buscar seu tio desaparecido, com a ajuda de seres travessos chamados Starthings.

A narrativa, embora simples, é encantadora e se desenvolve de maneira cativante. O jogo é repleto de personagens memoráveis, e Quill se destaca como o coração da história. Sua bravura e vulnerabilidade fazem com que o jogador se importe genuinamente com seu destino.

O gameplay é acessível, especialmente na primeira metade da compilação. Mesmo com suas origens em VR, a desenvolvedora PolyArc conseguiu adaptar o jogo para uma experiência mais tradicional. A ação é fluida, permitindo que Quill corra, salte e lute com um espada, enquanto o Leitor interage com o ambiente para ajudá-la.

O segundo jogo, Book 2, expande a experiência, introduzindo novos personagens e mecânicas, como novas armas e a habilidade de escalar. Essas adições tornam o mundo mais dinâmico e os desafios mais interessantes.

Embora a dificuldade não seja alta, a combinação de combate e resolução de quebra-cabeças é envolvente. Os jogadores são incentivados a explorar e descobrir segredos enquanto ajudam Quill em sua jornada.

Apesar de algumas questões menores de câmera e um bug ocasional, Moss: The Forgotten Relic se apresenta como uma remasterização suave que não perde sua essência original. O charme da história e a conexão com Quill tornam a experiência memorável.

Com um mundo deslumbrante e uma narrativa envolvente, Moss é uma experiência que vale a pena vivenciar, especialmente para aqueles que apreciam contos de fadas.