O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2 está causando polêmica entre os fãs por seu visual mais distorcido e menos realista — especialmente nos personagens principais como Link e Zelda. Agora, a Nintendo divulgou detalhes oficiais sobre essa escolha estética.

A artista-chefe Aya Shida, responsável pela direção artística do jogo, explicou que a equipe buscou um equilíbrio entre um mundo visualmente rico e realista, e personagens com um toque de excentricidade, quase como se fossem de teatro de bonecos.

"Sentimos que o contraste entre o mundo sombrio e belo de Hyrule e os personagens coloridos e excêntricos era o que dava ao jogo original um charme misterioso, quase sonhador", disse Shida. "Queríamos reconstruir Hyrule como um mundo denso e verdadeiro, mas manter a sensação única do original, com personagens que se sentissem naturais dentro desse universo".

Para alcançar esse estilo, a equipe se baseou em palavras-chave como "sensação de teatro de bonecos" e "toque analógico de filmes com efeitos práticos". Essa abordagem visa criar a impressão de que os personagens existem de fato dentro do mundo fantástico da saga.

Segundo Shida, a ideia surgiu após testes com modelos 3D do Great Deku Tree, que foram ajustados com iluminação e texturas para parecerem vivos. A partir daí, os personagens foram desenhados para se integrarem naturalmente a esse ambiente.

"Havia uma sobreposição entre essas formas de expressão e a nostalgia provocada pelo jogo original", completou a artista. "Foi essa conexão que nos guiou na direção que escolhemos".

O remake está em desenvolvimento e ainda não tem data de lançamento definida, mas já está gerando discussões intensas no Brasil e no mundo sobre o que é um "remake fiel" em tempos de gráficos avançados.

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