Depois de um início cético, o novo título da Nintendo está me surpreendendo de forma positiva. Nintendo Switch Sports Resort parece ter aprendido com os erros do jogo anterior e transformou Wuhu Island em um destino de verdade — não apenas um menu de esportes.
O destaque está na atmosfera relaxante e exploratória. Diferente do antigo Spocco Square, que era apenas um painel de seleção, o novo Wuhu Island é um mundo vivo. Você pode competir em corridas de jet ski, fazer passeios turísticos, procurar colecionáveis e até fotografar pontos turísticos. O sistema de rastreamento de trajetórias lembra o da Legend of Zelda: Breath of the Wild, com um mapa que mostra onde você e seu amigo foram — um detalhe que gera muitas risadas e conversas depois.
Os modos de exploração livre estão presentes em alguns esportes, como Power Cruising (jet ski), onde você pode se perder pelo mar sem limite de tempo. Só não ganha colecionáveis nesse modo. Ainda assim, o foco em diversão sem pressão é um acerto claro para quem quer relaxar com amigos ou família.
Em termos de jogabilidade, o retorno do boxe, o clássico tênis e o bowling fiel ao original são bem-vindos. A arquearia ganhou um novo toque com rodadas dinâmicas que ajustam o alvo para manter o jogo equilibrado. Já o thumb wrestling (luta de polegar) é uma gracinha contra humanos, com momentos absurdos que só a Nintendo sabe criar.
Apesar do bom desempenho geral, há espaço para melhoria. Table Tennis e vôlei não se destacam, e a ausência de esportes como swordfighting e beisebol — que eram caros em Wii Sports Resort — é sentida. Ainda assim, o jogo oferece uma campanha single-player com desafios progressivos, como subir uma escada de oponentes no boxe, algo que dá profundidade ao modo solo.
Com o lançamento do Switch 2, o jogo será incluso no pacote de lançamento deste ano. Essa estratégia é inteligente: atrai jogadores casuais que gostam de jogos simples e familiares, mas também conquista quem, como eu, estava pronto para desistir do título — e agora quer 100% da experiência.