O Bosque Selvagem, novo filme da estúdio LAIKA, chega aos cinemas brasileiros em 29 de outubro com uma abordagem radical para o stop-motion. Inspirado em lendas urbanas e paisagens místicas, o longa conta a história de Prue, uma jovem que entra em uma floresta proibida para resgatar seu irmão sequestrado — e acaba se envolvendo em uma guerra que pode mudar o destino do mundo.
Para criar algo realmente diferente, a LAIKA convidou Caleb Deschanel, lendário diretor de fotografia indicado a seis Oscars, para assumir a câmera. Sua missão: tratar bonecos em miniatura como atores reais, com profundidade emocional e realismo cinematográfico. Segundo Travis Knight, diretor do filme, a presença de Deschanel foi decisiva: "Ele trouxe uma experiência imensa, mas também uma curiosidade insaciável por inovar. Empurrou nossa equipe para além dos limites do que se considerava possível no stop-motion".
Com mais de 70 palcos em funcionamento simultaneamente, o processo de filmagem se assemelha mais a uma produção live-action de grande escala do que a um projeto animado tradicional. "Na maioria dos filmes, você faz uma cena por vez. Aqui, estamos rodando o início e o clímax no mesmo dia", conta Deschanel. Para manter a coerência visual, o estúdio criou uma "bíblia visual" que mistura referências da pintura clássica, o suspense de Hitchcock em *Os Pássaros* e a grandiosidade de filmes de aventura épica.
O real foco da atuação, segundo o diretor de fotografia, está nos animadores: "Eles são os verdadeiros atores. Um simples movimento de cabeça ou um leve deslocamento de ombros carrega toda a emoção do personagem. É nisso que a magia acontece".
Com uma estética que une a escala de filmes de ação em live-action e a delicadeza artesanal do stop-motion, O Bosque Selvagem promete ser um marco no gênero. A estreia no Brasil está marcada para 29 de outubro.