Com 16 anos de produção, O Bosque Selvagem chega aos cinemas brasileiros em 29 de outubro de 2026 como um dos grandes destaques do ano. Dirigido por Travis Knight, o filme é uma adaptação do livro homônimo da trilogia escrita por Colin Meloy e Carson Ellis, e marca mais uma vez a ousadia da Laika — estúdio conhecido por obras como Coraline, Kubo e as Cordas Mágicas e ParaNorman.

A história acompanha uma garota que entra em um bosque proibido após o desaparecimento de seu irmão, levado por um bando de corvos. O que começa como uma missão de resgate se transforma em uma jornada para impedir que forças malignas dominem o local mágico, repleto de segredos e criaturas sobrenaturais.

O filme é o mais longo já feito em stop motion, com 131 minutos de duração. Cada cena exige a fotografia de milhares de frames, um processo extremamente demorado e detalhado. A Laika não economizou recursos, resultando em uma experiência visual impressionante, com cores vibrantes, iluminação cuidadosa e personagens carismáticos.

Apesar de baseado em um livro infantojuvenil, o tom do filme é mais adulto, com cenas violentas e presença de sangue. No Brasil, ainda não há classificação indicativa, mas o conteúdo é considerado adequado para adolescentes e adultos. A história mantém sua essência mágica e poética, o que permite que o público jovem também se envolva.

Na crítica especializada, O Bosque Selvagem já tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 61 avaliações. O público também se empolga, com 98% de aprovação. Esses números colocam o filme entre os principais candidatos ao Oscar de Melhor Animação em 2027 — e há chances reais de concorrer a Melhor Filme, seguindo a trajetória de outras animações de peso.

Com um visual impressionante, uma trilha sonora envolvente e uma narrativa densa, O Bosque Selvagem não é apenas um filme de animação, mas um evento cinematográfico. A Laika comprova mais uma vez que o stop motion ainda tem muito a dizer — e que, mesmo com o tempo, pode render obras de grande impacto.