Apesar de os jogos de Grand Theft Auto se passarem no mesmo universo, eles não precisam de uma cronologia rigorosa — e, na verdade, isso é parte do seu charme. Segundo o jornalista Oli Welsh, do Polygon, cada título funciona como uma história independente, com personagens que começam do zero e evoluem ao longo do jogo.

Rockstar Games divide oficialmente o universo do GTA em três eras: a era 2D (os primeiros jogos), a era 3D (GTA 3, Vice City, San Andreas) e a era HD (GTA 4, 5, 6 e Online). Essa divisão ajuda a explicar discrepâncias, como dois personagens chamados Claude em jogos diferentes, mas não implica que as tramas se conectem.

Assim como em The Legend of Zelda, onde cada jogo é uma nova lenda, o GTA se beneficia mais da sensação de mundo vivo do que de uma linha do tempo contínua. Os jogos se tornam mais ricos com pequenas referências cruzadas — como o apresentador de rádio Lazlow ou o destino de Johnny Klebitz em GTA 5 — mas não exigem que o jogador conheça todos os anteriores para curtir.

O artigo compara essa abordagem ao estilo de Elmore Leonard, autor de romances policiais onde personagens aparecem de forma espontânea em histórias diferentes. É menos uma cronologia e mais um colagem de mundos, onde cada jogo pode ser jogado em qualquer ordem.

Em resumo: não é necessário acompanhar todos os jogos anteriores para curtir GTA 6. O título funciona perfeitamente sozinho — e o universo do GTA é mais forte por isso.

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