O Japão continua sendo um dos últimos redutos do fliperama em escala urbana, especialmente em bairros como Akihabara e Ikebukuro, onde prédios inteiros são dedicados a máquinas de jogos, luta, música e brindes. Para turistas e fãs de games, pode parecer um paraíso eletrônico, aberto até altas horas da madrugada.

Porém, a realidade muda drasticamente para quem ainda não completou 18 anos. Segundo o guia oficial do Turismo do Japão, menores de 16 precisam de um adulto acompanhando após as 18h. A partir das 22h, a entrada de qualquer pessoa menor de idade é proibida — e, em alguns casos, estabelecimentos podem exigir documentos de identidade para confirmar a idade.

Essa restrição está embasada na lei nacional, que proíbe a entrada de menores de 18 anos em salas de jogos após 22h. Além disso, cada prefeitura pode impor regras extras entre 6h e 22h, como exigir supervisão adulta para adolescentes em certos horários.

Assim, um jovem pode jogar tranquilamente durante o dia e, de repente, ser convidado a sair ou precisar de um responsável. Essa rigidez contrasta com a imagem do Japão como um país onde o entretenimento eletrônico floresce — mas também mostra como a cultura dos fliperamas é protegida por regras claras e bem definidas.

Os guias turísticos destacam ainda outras normas: respeitar filas, verificar se é permitido gravar vídeos e lembrar que prêmios não podem ser trocados por dinheiro. O Japão, portanto, mantém um legado cultural único — mas quem quer aproveitar precisa ficar de olho no relógio.

Foto: Wootang01 / Openverse