Se eu estivesse no lugar de Bryan, o protagonista do novo filme Resident Evil, provavelmente teria evitado muitos dos erros que levaram ao caos em Raccoon City. A história começa com uma escolha simples: aceitar uma entrega extra por dinheiro — algo que parece razoável, mas que acabou sendo um convite para o inferno.

Na estrada gelada, não teria tentado correr. Ainda que a namorada estivesse brava, colocar a vida em risco por um impulso não faz sentido. E com certeza não teria atirado na escada do cachorro — não é uma boa ideia, nem mesmo para um filme de terror.

Um lanche no meio da jornada? Sim, vale a pena. Mas sem leite — sou intolerante. E aquela porta no RV? Nada disso. Nem pensar em abri-la. Já os chaves do carro? Pegaria na hora, sem hesitar.

Quanto ao cadeado, teria dado um tiro bem perto, em vez de gastar balas. E as escadas? Sim, subiria. Ainda que reclamasse o tempo todo — o elevador está parado por um motivo.

Se fosse infectado, talvez tentasse conversar com os cientistas e pedir o antídoto. Mas, na prática, provavelmente teria sucumbido como Bryan — o medo é mais forte que a racionalidade.

O maior erro, no entanto, foi seguir aquela mulher pelas florestas. Ainda que tenha atropelado ela, não é normal alguém simplesmente sair andando depois de um acidente assim. Isso é regra de filme de terror: nunca confie em quem aparece do nada.