Apesar de nunca ter jogado o original, o jornalista Simon Cardy teve uma experiência transformadora com o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, disponível para o Switch 2. Em apenas duas horas, explorou Kokiri Forest, Castle Town e o templo da Floresta — e se surpreendeu com a profundidade e o brilho que o jogo ainda carrega.

A versão reimaginada mantém o espírito do clássico, mas com ajustes modernos que tornam a jogabilidade mais fluida. O botão de pular, ausente na versão original, foi adicionado — um detalhe que muda a percepção de movimentação, alinhando o jogo às mecânicas de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.

O templo da Floresta é um exemplo de design inteligente: labirintos que se reorganizam com rotação de salas, enigmas que exigem criatividade e combates com ritmo, inspirados no sistema de combate do Batman Arkham. A sensação de descoberta é constante, com momentos de 'aha' que lembram o estilo de jogos como Fez e Dishonored.

O chefe, Phantom Ganon, não é um confronto direto, mas um desafio de observação e raciocínio — algo que ecoa a filosofia de boss fights em Elden Ring e Shadow of the Colossus. A forma como o jogo sinaliza pistas sem ser intrusivo é um dos pontos altos do design.

Apesar de ter sido lançado há quase 30 anos, o remake não sente arcaico. Pelo contrário: parece repleto de energia nova, como se o jogo tivesse sido revisto com olhar contemporâneo, sem perder sua essência.

Para quem, como Cardy, deixou o jogo passar no tempo, a versão refeita é uma chance de experimentar um dos jogos mais influentes da história dos games — não por nostalgia, mas por qualidade.