O Papa se posicionou publicamente contra a arte gerada por inteligência artificial, afirmando que há uma "diferença ontológica" entre o que um ser humano cria e o que uma máquina pode produzir. A declaração foi feita em uma mensagem publicada no X (antigo Twitter), onde o religioso reforçou que algoritmos não têm experiências, não sentem dor ou alegria e não conhecem o significado de amor, trabalho ou responsabilidade por dentro.
Segundo reportagem do New York Times, a empresa Anthropic teria tentado convencer os assessores do Papa a levar a possibilidade de consciência em modelos de IA a sério. No entanto, o pontífice manteve sua posição: "inteligências artificiais não vivenciam, não possuem corpo, não se desenvolvem por relações humanas e não conhecem de dentro o que é amar, trabalhar, ser amigo ou assumir responsabilidades".
A resposta do Papa gerou reações intensas na internet. Dean Ball, ex-assessor de tecnologia da Casa Branca e agora chefe de futuros estratégicos na OpenAI, criticou a carta, dizendo que a Igreja está assumindo o papel de reguladora tecnológica europeia — um movimento que ele considera contraditório.
Apesar do apoio de muitos usuários no X, especialmente entre os críticos da automação criativa, há quem brinque com a situação: um dos comentários mais compartilhados pergunta: "E os Minions? O que dizer deles?". A piada ressalta o absurdo de se discutir consciência ou humanidade em personagens animados, mesmo que criados por IA.
O debate entre tecnólogos e instituições tradicionais se aprofunda. Alguns veem no conflito um sinal de que o futuro da inteligência artificial pode desencadear novas divisões — não só políticas, mas até religiosas. Brincadeiras sobre um novo "Grande Cisma" sobre o status de Claude ou outro modelo como pessoa começam a circular nas redes.
Na realidade, o cenário lembra mais um conto de ficção cyberpunk dos anos 90 do que um debate sério: figuras como Palmer Luckey, criador do primeiro headset de VR acessível, hoje com uma frota de helicópteros militares, mostram que o mundo da tecnologia está cada vez mais próximo de ficção.