Apesar de não costumar torcer contra grandes corporações quando elas processam modders independentes, neste caso o autor do artigo está disposto a dar um palpite: a ação da Bethesda contra um projeto de fã feito com IA é justificada.
O jogo, chamado Fallout: New York, foi criado por Chris First com ajuda de um modelo de inteligência artificial chamado Claude Opus 5.5. O projeto não incluiu nenhum conteúdo original — nem texturas, nem sons, nem arte — tudo foi gerado automaticamente pelo algoritmo. O resultado é um jogo de navegador com mecânicas de Fallout (como o V.A.T.S. e o Pip-Boy), mas com gráficos de baixa qualidade e um visual que lembra um desenho de computador dos anos 90.
Segundo o texto, o jogo foi alvo de uma ordem de cessação enviada pela ZeniMax Media, empresa dona da Bethesda, por violação de direitos autorais — especialmente por usar o nome "Fallout" e o domínio fallout.nyc.
Enquanto projetos como Fallout: London ou Skyblivion exigiram anos de trabalho de centenas de voluntários e demonstram verdadeira paixão pelo universo, este projeto foi feito com o objetivo de gerar algo "exatamente igual a Fallout" sem nenhuma inovação. Para o autor, isso não é criatividade — é apenas uma cópia barata e mal feita.
Além disso, o texto reforça que há opções reais no mercado: Fallout 3 está por R$ 2,49 na Steam, e New Vegas pode ser comprado por R$ 5 em promoções. Ou seja, não há necessidade de um jogo de IA malfeito para se curtir o universo.
Apesar de simpatizar com o desejo de ver um novo jogo de Fallout — o último foi lançado há 11 anos —, o autor acredita que este projeto não merece ser salvo. "Não é isso que os fãs querem", diz. E, nesse caso, a decisão de tirá-lo do ar parece, para ele, justa.