Estou curtindo muito o beta de World of Warcraft: Forever — e, com um toque de ironia, até me incluo no grupo que diz que o jogo está recuperando o espírito dos MMOs antigos. Mas, claro, é tudo brincadeira.
Porém, ao navegar pelas redes sociais, percebo um clima de tensão. Pessoas se dividem em facções: os defensores do WoW Retail, que valorizam conveniências como transmogs, moradias e montarias; os puristas do WoW Classic, que veem qualquer mudança como traição; e os novos adeptos do Forever, que veem o jogo como um renascimento do que os MMOs deveriam ser.
Eu, como jogador, estou no meio disso tudo. E, sinceramente, acho que todos estão exaustos. Não há necessidade de declarar guerra entre versões. Cada uma tem seu público, seu ritmo, sua essência.
WoW Retail não é ruim — só é diferente. Ele oferece uma experiência mais fluida, com menos burocracia. Já o Forever prioriza lentidão, exploração e interação real entre jogadores, sem sistemas de rotina ou tarefas obrigatórias.
Eu gosto de ambas. Às vezes quero um jogo que me faça jogar sem pensar. Outras, quero algo mais imersivo, onde cada missão importa. Não precisa escolher um lado. O mundo dos MMOs é grande o suficiente para abrigar todos.