Um novo estudo investiga o que leva jogadores dos Estados Unidos a se envolverem emocionalmente com personagens masculinos de anime em jogos de romance, como Love and Deepspace. A pesquisa, conduzida por Elena Yifei Zhao e Nicholas D. Bowman, revela que, embora o sentimento de conexão romântica com os personagens seja essencial para o prazer no jogo — em qualquer região — há uma diferença marcante entre o público americano e o asiático.
Enquanto jogadores da China e do Japão tendem a valorizar fortemente a reciprocidade emocional — querem que os personagens mostrem afeto, apoio e validação — isso não é necessário para os jogadores dos EUA. Segundo os dados coletados por meio de pesquisas, a percepção de que o personagem sente o mesmo não influencia diretamente o nível de diversão ou apreciação no jogo.
Os pesquisadores atribuem essa diferença ao estigma ainda presente no Ocidente em relação a jogos otome, que ainda são relativamente novos no mercado americano. Muitos jogadores dos EUA mantêm uma distância emocional entre si e seus avatares, não precisando se ver como o centro de um romance para se divertir.
Apesar disso, o crescimento da relação com os personagens ainda é um fator-chave para o engajamento. A diferença está no que é considerado essencial: para os asiáticos, a resposta emocional do personagem é crucial; para os norte-americanos, a experiência é satisfatória mesmo sem essa reciprocidade.
O estudo reforça que jogadores de diferentes culturas vivenciam os mesmos jogos de forma distinta — e isso vai além de preferências pessoais. A história de cada jogador, sua experiência prévia com o gênero e o contexto social influenciam como se conectam com personagens fictícios.