Em apenas uma hora de jogo, Petit Planet, o novo simulador de vida da HoYoverse, já demonstra um forte vínculo com o universo de Animal Crossing. A sensação de estar em uma ilha isolada, com coleta de frutas, pesca, captura de insetos e decoração de casa é quase idêntica à experiência de New Horizons.
Apesar da semelhança, o jogo se apresenta com um tom mais mágico e espacial. O jogador começa em um pequeno planeta, onde sua missão é cultivar uma semente misteriosa chamada Luca, que só cresce com a aplicação de essência mágica — um recurso coletado durante tarefas simples como pesca e caça.
O sistema de progressão é dinâmico: cada crescimento da árvore traz mais atividade ao planeta, gerando mais essência para colher. Esse ciclo cria uma sensação de evolução constante, algo que pode manter o jogador engajado além da fase inicial.
Um dos pontos mais marcantes é o uso de vozes reais para os personagens. Diferentemente de Animal Crossing, onde os NPCs têm apenas dublagem em cena, aqui todos têm diálogos gravados. Isso traz uma profundidade emocional, especialmente com personagens como Mobai, um cão branco com um jeito calmo e carismático — embora seu hábito de dizer "mo" no lugar de "não" possa se tornar irritante com o tempo.
Apesar da inspiração clara, Petit Planet parece apostar em elementos únicos, como um mundo galáctico com criaturas exóticas e uma narrativa mais envolvente. A longevidade será o grande teste: se o jogo conseguir manter o ritmo e oferecer novas mecânicas além da rotina, ele pode se destacar no crescente mercado de jogos de vida tranquila.