2026 está sendo marcado por lançamentos de peso, e Phantom Blade Zero chega com tudo para se tornar um dos nomes mais fortes do ano. Desenvolvido pela S-Game, o título se firma como um dos principais representantes do novo gênero Kungfupunk — uma fusão entre a atmosfera sombria de artes marciais, o ritmo intenso de hack and slash e elementos estéticos de cyberpunk.
O mundo do Wulin e a jornada de Soul
Na pele de Soul, um ex-assassino da Ordem injustamente acusado e traído por seus aliados, o jogador se aventura por um Wulin repleto de segredos. Após ser ressuscitado com apenas 66 dias de vida, a missão é clara: encontrar uma cura enquanto desvenda uma conspiração que envolve facções, tecnologia proibida e lendas antigas. A narrativa, embora não seja linear em todos os momentos, é envolvente, com documentos, artefatos e diálogos que enriquecem o universo.
Exploração com alma de Souls e Metroidvania
O mapa do jogo é um dos pontos altos. Com florestas densas, fábricas de Sha-Chi, cidades decadentes e montanhas cobertas de névoa, o cenário é rico em detalhes e inspirado em referências visuais como Clair Obscur: Expedition 33. A exploração é impulsionada por sinos — os equivalentes das bonfires de Dark Souls — que permitem teletransporte, upgrades e progressão de habilidades. Diferentemente de outros jogos da franquia, inimigos não respawnam após usar um sino, o que incentiva o jogador a avançar com foco na narrativa e nas missões.
Combate que une o melhor de vários mundos
O coração do jogo está no combate. Inspirado em títulos como Sekiro, Ninja Gaiden e Nier Automata, o sistema combina parries precisos, barra de postura, combos fluidos e efeitos visuais exuberantes. A mecânica de defesa e esquiva é sinalizada por cores: brilho azul pede defesa, vermelho pede esquiva — um detalhe que ajuda a reduzir a curva de aprendizado.
Além disso, o jogo conta com mais de 30 armas, entre elas as lendárias Armas-Fantasmas, que podem ser usadas por tempo limitado e liberam novas estratégias de combate. Cada arma tem um estilo único, e a troca entre elas muda radicalmente a dinâmica dos confrontos, seja contra inimigos comuns ou chefes.
Chefes que deixam marcas
Os chefes são o verdadeiro destaque. Cada batalha é uma obra de arte, com ritmo cadenciado, movimentos complexos e personalidades marcantes. Alguns, como um chefe que usa uma carroça com cavalos como arma, mostram o nível de criatividade do desenvolvimento. Ainda assim, o jogo oferece uma opção de dificuldade ajustável, e, mesmo em modo Desbravador, os inimigos são desafiadores.
Uma das grandes vantagens: o jogador não perde tudo ao morrer. A batalha é retomada na fase em que parou, evitando frustrações. E, depois de vencer, é possível adquirir a arma do chefe — incluindo seus golpes especiais —, o que abre novas possibilidades estratégicas.
Otimização: o preço da beleza
Apesar do uso da Unreal Engine 5, que traz gráficos impressionantes e um visual de alta qualidade, o jogo enfrenta quedas de FPS em certas áreas e batalhas finais — especialmente em modo desempenho no PS5. Essa instabilidade, embora incomoda, não compromete a experiência geral. O upscaling e a ausência de artefatos visuais mantêm a estética imersiva.
Veredito final
Phantom Blade Zero é mais do que um jogo: é uma declaração de intenção. Com um combate refinado, uma exploração rica em camadas, chefes memoráveis e uma estética única, ele se consolida como um dos melhores títulos da geração. Chegando em 28 de outubro para PS5 e PC, ele é obrigatório para fãs de ação, narrativas profundas e jogos que ousam definir novos caminhos.