Phantom Blade Zero chega com uma proposta ousada: um mundo de ação expansivo, repleto de armas extravagantes e combate visceral. Aos 15 horas de jogo, já troquei de arma mais vezes do que em uma campanha inteira de Souls. O início com uma espada simples logo cede espaço para facas duplas, uma lâmina que corta inimigos em jatos de sangue e uma espada de duas mãos que deixa rastros de flores energéticas ao atacar.

Outra arma ainda mais exótica absorve vida com cada golpe, enquanto uma outra permite lançar um dos gumes como um Beyblade protetor. E ainda há a espada que transforma o protagonista em um boxeador bêbado, tirada de um monge louco — e que ainda não usei, por falta de tempo.

Apesar do caos de opções, o jogo está longe de terminar. Ainda estou em menos de um terço da campanha, com cerca de cem combates contra chefes ainda por vir, segundo o escritor sênior da PC Gamer, Sean Martin.

Em contraste com a narrativa mais concentrada de Onimusha: Way of the Sword, que foca na jornada pessoal de Musashi com um tom dramático e bem construído, Phantom Blade Zero se afunda em um enredo denso, com múltiplos personagens, tramas paralelas e flashbacks que se sobrepõem. A história de Soul, o protagonista, começa com uma morte por punhal e um prazo de 66 dias para sobreviver com um coração falso — mas os detalhes do mundo, dos inimigos e dos motivos dos personagens ainda são confusos.

Os jogadores podem se perder entre mensagens enigmáticas, monastérios com monges dourados, criaturas energéticas e até cães misteriosos — cuja função ainda é um mistério. O jogo tenta introduzir tudo de forma orgânica, mas o excesso de informação sem contexto pode ser uma barreira para quem entra sem saber do universo.

Apesar dos problemas narrativos, o ritmo de combate e a liberdade de personalização de armas são um dos pontos fortes. O jogo explora o estilo wuxia com uma abordagem ampla, usando mapas pintados à mão inspirados no estilo chinês de tinta de tinta e tinta.