A PlayStation está enfrentando processos em cinco países diferentes devido a preocupações sobre práticas anticompetitivas. As ações legais surgem após a decisão da Sony Interactive Entertainment de interromper a venda de códigos de download em lojas físicas e anunciar um futuro sem discos.
Os processos alegam que a Sony está forçando os consumidores a adquirir jogos exclusivamente pela PlayStation Store, permitindo que a empresa mantenha uma margem de lucro de 30% sem concorrência significativa de outros varejistas.
O caso mais notável é o de Agustin Caccuri, que processou a Sony nos EUA, alegando que a exclusividade da PlayStation Store resulta em preços inflacionados para jogos digitais, com uma diferença média de 74% em comparação aos discos físicos. O processo foi consolidado com outros casos e resultou em um acordo, onde a Sony concordou em pagar US$ 7,85 milhões a consumidores que compraram jogos digitais entre 2019 e 2023.
No Reino Unido, a ação "PlayStation You Owe Us" foi movida buscando US$ 7,9 bilhões, argumentando que a Sony está cobrando taxas excessivas devido ao seu controle sobre o mercado de jogos digitais. A diferença chave entre este e o caso de Caccuri é que a ação britânica se concentra na criação de um ecossistema fechado, permitindo que a Sony imponha taxas sem concorrência.
Além disso, processos semelhantes estão em andamento na Holanda e em Portugal, enquanto no México, uma queixa foi apresentada à Comissão Nacional de Antitruste, destacando a eliminação do mercado de segunda mão com o fim dos discos físicos.
Os advogados envolvidos enfatizam que a questão central é se a Sony está abusando de sua posição dominante no mercado. A decisão sobre o caso no Reino Unido deve ser divulgada ainda este ano, enquanto os outros processos continuam a se desenvolver.