A Sony tem um histórico de apresentar grandes mudanças de hardware como se fossem naturais. Recentemente, a empresa anunciou que não haverá mais discos físicos para o PS5 até 2028, o que surpreendeu muitos, já que muitos esperavam que o PS6 chegasse sem unidade de disco.

O PlayStation Portal, um dispositivo focado em streaming, já indica as ambições da Sony por um futuro totalmente digital. Embora tenha sido bem recebido por muitos jogadores, o Portal se apresenta como um dispositivo que depende de uma conexão constante à internet, o que levanta preocupações sobre a acessibilidade e a liberdade dos jogadores.

O Portal não é a primeira tentativa da Sony de criar um console portátil totalmente digital. O PSP Go, lançado em 2009, também abandonou o suporte a discos físicos, mas falhou comercialmente. Apesar disso, a ideia de um futuro digital continuou a evoluir, culminando no Portal.

Um exemplo anterior de tentativa de streaming foi o PlayStation TV, que, embora permitisse jogar jogos de Vita na TV, foi projetado para promover o uso do Remote Play. A falta de suporte a muitos jogos físicos devido a uma lista interna de compatibilidade limitou seu potencial.

O PlayStation Portal, por sua vez, parece ter sido projetado com a intenção de impulsionar o uso de serviços de assinatura e jogos em nuvem. Embora seu preço de cerca de US$ 200 seja atraente, ele não oferece um console portátil tradicional, mas sim um acesso à biblioteca de jogos por meio da nuvem.

A crescente popularidade de dispositivos de streaming e a resposta do mercado podem levar a Sony a continuar essa trajetória, possivelmente lançando uma versão mais avançada do Portal junto com o PS6, em vez de competir diretamente com dispositivos como o Steam Deck.

Com a pressão de custos de componentes e a demanda por soluções de streaming, o futuro dos consoles pode estar cada vez mais distante da propriedade física de jogos, o que pode ser preocupante para muitos jogadores que valorizam a posse de suas coleções.