É difícil acreditar que ainda chamamos de MOBA todos esses jogos que, na verdade, têm pouca coisa em comum além de um nome. O termo, que surgiu como abreviação de 'Multiplayer Online Battle Arena', acabou virando um rótulo genérico que engloba tanta diversidade que perdeu todo o sentido.

Na década de 2010, o jornalismo gamer tentou uma reforma linguística com propostas como 'wizard-em-up' — um termo que o ex-editor da PC Gamer, Chris Thursten, defendeu com paixão em um artigo de 2014. A ideia era criar uma nomenclatura mais precisa, mas o movimento não pegou.

Outra tentativa foi 'lane-pushing game', que soou ainda mais estranho. O problema não está só no nome, mas na forma como a mídia e os jogadores se apegaram a uma categoria que, na prática, abarca títulos com mecânicas, ritmo e estrutura completamente diferentes.

Hoje, o termo 'MOBA' é usado até para jogos que não têm arenas, não têm dragões, nem caminhos principais. E, como apontou Kieron Gillen em uma postagem recente, a comunidade já criou até um apelido irônico: 'imsim' — uma brincadeira com o que a linguagem dos jogos se tornou.

Enquanto o gênero evolui, com títulos como Deadlock e League of Legends definindo novos padrões, o nome que carregamos parece cada vez mais desatualizado. Talvez o problema não seja o jogo, mas a forma como o chamamos — e isso, talvez, seja o maior desafio da crítica de jogos atual.