As versões de Call of Duty: Black Ops 1 e Black Ops 2 para PlayStation alcançaram a marca de 11 milhões de cópias vendidas, gerando cerca de 435 milhões de dólares, segundo o analista da indústria Rhys Elliott.
Os jogos, que foram desenvolvidos pela Iron Galaxy, foram lançados de surpresa para PS4 e PS5 no dia 9 de julho e incluem modos de campanha, multiplayer e Zombies. No entanto, não se tratam de remakes com gráficos aprimorados; são apenas “ports em 1080p”, como descreveu Elliott.
Os especialistas técnicos notaram que as melhorias visuais são quase inexistentes, mas essa era a intenção: os fãs queriam reviver a experiência original em sistemas modernos. O preço de 40 dólares foi um fator que impulsionou as vendas, especialmente com a oferta para assinantes do PS Plus, que pagaram 20 dólares até 6 de agosto.
Antes do lançamento, a única forma de jogar esses títulos no PlayStation era através de um console PS3, já que não houve retrocompatibilidade com PS4 ou PS5. Segundo as estimativas de Elliott, Black Ops 2 vendeu 8,2 milhões de cópias (93% no PS5 e 7% no PS4), gerando cerca de 325 milhões de dólares, enquanto Black Ops 1 vendeu 3 milhões (94% via PS5), totalizando 110 milhões de dólares.
A popularidade dos ports beneficiou tanto a Microsoft e a Activision quanto a Sony, que recebeu cerca de 130 milhões de dólares apenas por hospedar os jogos. Elliott observou que os custos de marketing e desenvolvimento foram praticamente nulos, o que torna essa operação altamente lucrativa.
Ele também destacou que o sucesso dos ports indica que a Microsoft não tem intenções de tornar Call of Duty exclusivo do Xbox, visto que há um grande potencial financeiro em manter a franquia no PlayStation. Além disso, Elliott sugeriu que um reboot adequado de Black Ops poderia ser um grande sucesso.
O próximo lançamento da série Call of Duty será Modern Warfare 4, previsto para outubro, com uma beta multiplayer disponível ainda este mês.