Nos últimos anos, a Sega tem buscado ampliar o apelo de suas séries icônicas para além dos jogos. Essa estratégia não se limita apenas a títulos como Sonic e Angry Birds, que ganharam adaptações para o cinema. A empresa também abriu lojas físicas no Japão e na China, organizou eventos pop-up e concertos com trilhas sonoras de seus jogos.
Em uma entrevista ao jornal japonês Nikkei, o presidente e COO da Sega, Shuji Utsumi, destacou a importância da expansão de suas propriedades intelectuais (IPs) para novos meios. Ele mencionou que o número de fãs que não jogam os jogos da empresa tem crescido. Um exemplo é a série Like a Dragon, cuja maioria dos produtos licenciados é adquirida por mulheres, muitas das quais se tornaram fãs apenas assistindo a vídeos no YouTube.
“Mesmo que essas pessoas não joguem, consideramos que elas são fãs”, afirmou Utsumi. Ele ressaltou que a força do transmedia é criar diferentes caminhos para se tornar fã de uma série, o que pode gerar um engajamento maior do que o de quem realmente joga.
Utsumi também reconheceu que a expansão de IPs para novas mídias é uma estratégia comum no entretenimento japonês e uma área crucial para o crescimento da Sega, especialmente diante dos desafios atuais da indústria. Ele citou o sucesso global do anime e como isso ajudou a aumentar a visibilidade de artistas da música japonesa.
O presidente da Sega se inspirou na Disney, que utiliza um programa de licenciamento claro ao lançar filmes, para maximizar lucros. Utsumi comentou que a Sega estava desenvolvendo um projeto chamado "Super Game", que visava gerar novas possibilidades para suas propriedades, mas que foi cancelado devido a dificuldades de desenvolvimento.
Ainda assim, a Sega continua a desenvolver jogos que utilizam suas IPs clássicas, como Crazy Taxi, buscando oportunidades de expansão transmedia. O objetivo é atrair não apenas jogadores, mas também fãs que consomem produtos como shows e mercadorias, ampliando assim o engajamento com a marca.