Os recentes ports de Call of Duty: Black Ops 1 e Black Ops 2 para PlayStation 4 e PlayStation 5 têm sido um sucesso de vendas na PS Store, mas também trouxeram de volta problemas antigos, como a presença de hackers e lobbies modificados.

Jogadores relataram que, assim como nas versões para PS3 e Xbox 360, os hackers estão utilizando exploits para alcançar níveis máximos rapidamente, demitir outros jogadores e ativar versões avançadas de Perks, como os chamados 'Pro Perks'. A situação gerou uma série de queixas nas redes sociais e no subreddit do jogo.

As playlists mais afetadas incluem Ground War e Domination. Em resposta, a Activision desativou essas playlists, mas reabilitou-as rapidamente, considerando essa ação como "a primeira fase de uma correção". A desenvolvedora também aplicou uma correção no servidor para resolver o problema de XP negativo, elevando todos os jogadores afetados para o nível 20 e prometendo mais soluções no futuro.

Um dos métodos comuns utilizados pelos hackers envolve se suicidar repetidamente em jogos de Domination, o que, sob condições normais, não aumenta o rank. No entanto, esses jogadores modificaram seus arquivos de salvamento. Embora o PS5 não permita transferências de arquivos de salvamento para drives USB, isso ainda é possível no PS4. Hackers podem modificar seus arquivos e carregá-los de volta ao PSN, permitindo que joguem em ambas as plataformas.

A falta de servidores dedicados nos ports de Black Ops significa que as partidas são hospedadas na conexão de um jogador, facilitando a replicação de cheats. Outro problema recorrente é a demissão de jogadores que eliminam hackers, resultando em XP negativo e bloqueio do matchmaking.

Enquanto alguns jogadores pedem uma reinicialização total do progresso, outros estão satisfeitos com a resposta da Activision, temendo que os ports trouxessem de volta todos os problemas antigos.