Um processo judicial movido por um menor de idade, J.A., e seu advogado, está forçando a 2K a explicar por que os jogadores não podem transferir a moeda digital (VC) do NBA 2K entre versões do jogo. A ação, aberta em 2023 na Califórnia, alega que a prática é uma forma de roubo, já que os jogadores gastam dinheiro em moedas que são perdidas ao comprar uma nova versão do jogo.

Documentos recentemente divulgados revelam que a Take-Two, empresa-mãe da 2K, não tem planos de permitir essa transferência. Segundo Michael O’Dwyer, vice-presidente de produção do NBA 2K, a principal razão é a ausência de uma solução técnica viável no momento. Além disso, a empresa alega que o jogador não possui direitos sobre os itens digitais, conforme estipulado nos termos de serviço do jogo.

Em seu depoimento, O’Dwyer destacou que a empresa quer que cada nova versão do NBA 2K seja um começo limpo para todos — independentemente de o jogador ter jogado anos antes ou estar entrando pela primeira vez. Isso, segundo ele, garante igualdade de oportunidades entre todos os jogadores.

Outro ponto levantado é a complexidade de separar o valor pago da moeda de valor ganho durante o jogo. A 2K afirma que não tem interesse filosófico em fazer essa divisão, visto que exigiria um redesign completo do sistema — algo que, segundo o executivo, tiraria recursos de outras prioridades de desenvolvimento.

Apesar de tecnicamente possível, a empresa diz que nunca foi solicitado nem considerado o desenvolvimento de um sistema assim. Ainda assim, o caso segue em andamento, reacendendo debates sobre os direitos dos jogadores sobre itens digitais em jogos vendidos digitalmente.