Shuhei Matsumoto, produtor de Street Fighter 6, revelou em entrevista exclusiva que a franquia estava à beira da extinção durante a era do Street Fighter V. Segundo ele, se nada fosse feito, o IP poderia desaparecer em apenas 10 anos.

O lançamento de SFV em 2016 foi marcado por problemas graves: ausência de modos básicos como arcade e história, instabilidade na jogabilidade online e uma experiência incompleta. A base de jogadores era envelhecida — com média de 35 a 45 anos — o que preocupava a equipe, pois em uma década esses jogadores estariam com 60 anos.

"É difícil sustentar uma franquia com esse perfil", afirmou Matsumoto. "A situação era crítica. O jogo estava distante, as pessoas sabiam da cena, mas não jogavam mais. E isso é fatal para uma empresa de jogos: ninguém jogando o seu produto."

Diante disso, Matsumoto e o diretor Takayuki Nakayama decidiram partir do zero. "Acreditamos que não devíamos confiar na fama da franquia. Decidimos agir como se ninguém na geração atual conhecesse o Street Fighter. Temos que explicar quem são os personagens, como jogar, desde o início."

Essa mudança de estratégia marcou o nascimento de elementos como o novo sistema de controle moderno, o World Tour (temporariamente pausado), o Battle Hub e comentários ao vivo de figuras da comunidade, como Vicious e Tasty Steve. Tudo com o objetivo de atrair novos jogadores.

O resultado foi um sucesso absoluto. Street Fighter 6 já vendeu mais de 7 milhões de unidades em todo o mundo até o verão de 2026, com forte presença no Brasil e em outros mercados, tanto no PC quanto em consoles.

Além disso, o ano de 2026 é especial para a Capcom: três títulos aclamados foram lançados — Resident Evil Requiem, Pragmata e Onimusha: Way of the Sword — e a empresa se prepara para o lançamento do filme de Street Fighter, em 16 de outubro.