O diretor Tetsuro Araki e o produtor de animação Tetsuya Nakatake falaram sobre a produção de Attack on Titan em entrevista ao Anime News Network durante a Anime Expo, relembrando os desafios e o impacto da adaptação do mangá de Hajime Isayama.

Araki descreveu a trajetória do anime como um "milagre", especialmente por conta da dificuldade de transformar os painéis intensos e cenas de ação do mangá em animação de alta qualidade. "Não acho que algo parecido surja novamente com facilidade", afirmou, destacando que o sucesso não foi apenas do WIT, mas também do apoio do estúdio MAPPA e do diretor Yuichiro Hayashi.

O estúdio WIT foi responsável pelas três primeiras temporadas, com foco em criar algo que se tornasse um legado cultural. No entanto, o esforço para manter a excelência técnica gerou altos custos e atrasos, como revelou Nakatake: "gastamos muito dinheiro que iria dar problema depois".

Após o fim da terceira temporada, a produção foi passada para o MAPPA, que concluiu a série em 2023. Araki elogiou a continuidade do trabalho, afirmando que a qualidade não caiu — pelo contrário, "eles alcançaram um nível de qualidade ainda maior".

"O peso era imenso", admitiu Araki, referindo-se à pressão de entregar uma obra que não só agradasse os fãs do mangá, mas também transformasse o cenário da animação japonesa. "Fizemos com essa intenção, e o fato de termos conseguido o que almejávamos é uma grande satisfação", disse, acrescentando que a série continua conquistando novos fãs mesmo após a saída da equipe original.

Apesar do sucesso, a produção foi marcada por momentos de tensão, como a cena de 7 anos atrás que ainda é considerada uma das mais brutais e impactantes da história dos animes — e também um dos maiores desafios técnicos do WIT.