Onimusha: Way of the Sword está marcando presença não só como um retorno emocionante à franquia, mas também como um divisor de águas para o futuro dos jogos da Capcom. Segundo o diretor Satoru Nihei, o jogo foi fundamental para aprimorar o RE Engine, especialmente no que diz respeito a cortes realistas e dinâmicos.
Um dos destaques é o sistema de desmembramento dinâmico, que permite que inimigos sejam cortados exatamente no caminho do golpe do jogador. Diferentemente de outros títulos, onde os inimigos congelam ao serem cortados, em Onimusha eles continuam animados durante a queda, com física integrada — um detalhe que exige ajustes profundos no motor.
"Esse era um recurso que não conseguíamos fazer antes", afirmou Nihei. "Foi necessário adaptar o RE Engine para que isso funcionasse com precisão e impacto visual. O trabalho dos programadores foi essencial para tornar isso possível".
O foco estava em criar uma ação de espada realista e envolvente, com transições suaves entre movimentos, mesmo em ângulos complexos. Isso exigiu um grande volume de animações e captura de movimento, além de um esforço coordenado entre artistas, programadores e designers.
Apesar de outras franquias, como Metal Gear Rising: Revengeance, optarem por cortes mais livres e estilizados, o time de Onimusha escolheu uma abordagem mais reativa e contextual — alinhada ao ritmo e ao tom do jogo. Esse caminho, segundo Nihei, foi fundamental para manter a imersão e a sensação de poder no combate.
Com isso, o sucesso de Onimusha pode influenciar futuros títulos da Capcom, especialmente na linha de jogos de ação com o RE Engine, como os próximos Resident Evil. O sistema de desmembramento, agora consolidado no motor, está pronto para ser usado em outras franquias com o mesmo nível de detalhe.