O mascote da nova assistente de IA da Meta, chamado Muse, está causando uma onda de repulsa entre fãs e jornalistas de tecnologia. Apresentado durante a Meta Connect 2026, o personagem é uma criatura fofa, peluda e com expressão vazia, que muitos consideram mais assustador do que encantador.

Segundo a Meta, o objetivo do Muse é oferecer uma assistente de IA acessível em qualquer lugar do dia, com personalização total. O mascote padrão, batizado de 'Jolly', foi descrito por Mark Zuckerberg como 'jovial e totalmente personalizável', mas sua aparência — redonda, com olhos grandes e expressão vazia — despertou reações negativas intensas.

Críticos como Jess Kinghorn, da PC Gamer, afirmam que o design é um exemplo de 'fetichismo da fofura' aplicado a um produto de IA, com uma estética que parece projetada para atingir o público em geral, mas que, na prática, gera desconforto. Alguns compararam o personagem a criaturas de Doctor Who, como os Adipose, famosos por explodirem em poças de gordura.

Outros especialistas, como Andrew Tindall, da System 1, e Avery Akkineni, da VaynerX, reconhecem que a Meta está explorando o apelo natural por traços infantis e fofos para tornar a tecnologia mais aceitável — mas isso não diminui a sensação de desconforto que muitos sentem ao ver o mascote.

Apesar da tentativa de humanização, o mascote da Muse parece mais uma figura de terror tecnológico do que um companheiro útil. Muitos veem nele um símbolo do excesso de personalização em produtos que coletam dados pessoais, o que torna ainda mais evidente a necessidade de cuidado com a forma como a IA é apresentada ao público.

Em um mercado onde o Brasil já enfrenta preocupações com privacidade e uso de dados, o design do Muse pode ser visto como um sinal de que a Meta está priorizando o apelo visual sobre a ética — algo que gera resistência ainda maior entre usuários conscientes.