Rayman Legends Retold está mais vivo do que nunca. Após três horas de gameplay, ficou claro que o remake não apenas preserva o espírito do original, como o amplia com um novo capítulo dedicado aos níveis musicais — agora em número total de 12.

Os fãs do jogo de 2013 já conhecem os clássicos: versões dançantes de "Black Betty", "Eye of the Tiger" e "Woo-Hoo". Agora, eles ganham companhia de novas faixas inspiradas no Macarena e em "U Can't Touch This", de MC Hammer. Em uma das fases, até o chefe luchador é visto dançando a música mexicana, um momento de loucura que combina humor e ritmo à perfeição.

Segundo Loïc Gounon, da Ubisoft Montpellier, a escolha das músicas foi um processo cuidadoso. "Não queremos só o que está em alta agora. Queremos algo que a gente possa curtir junto com os pais e filhos, que a gente possa dividir. Um momento em que um filho diz: 'É minha música!' ou um pai responde: 'Ah, eu conhecia essa quando era jovem'".

O time de desenvolvimento, formado por Ubisoft Montpellier e Ubisoft Milan, afirmou que o trabalho nos níveis musicais foi uma experiência emocionante — quase como conduzir uma orquestra. "É como montar uma composição", diz Marco Renso, diretor de animação. "Cada beat, cada animação, tem que estar no lugar certo para que o ritmo funcione".

Apesar da transição de 2D para 2.5D, o gameplay mantém o mesmo feeling do original. O motor UbiArt Framework ainda é o coração do jogo, com uma nova camada de renderização que deixa os gráficos mais ricos, mas sem mudar a sensação de controle. "É como uma boneca russa", brinca Gounon. "O que era bom antes, ainda está aqui, só que mais bonito".

Outra mudança sutil: o uso da profundidade para criar momentos de pausa. Em certos trechos dos níveis musicais, como quando o luchador dança, a câmera se afasta e permite que o jogador aproveite a loucura do cenário — um detalhe que valoriza o humor e o ritmo do jogo.

Apesar de ser um jogo leve e acessível, Rayman Legends Retold mantém a essência da plataformação desafiadora. "Não é um jogo casual, mas também não é um Metroidvania hardcore", explica Gounon. "É para quem gosta de um bom desafio, mas também quer terminar a história com a família".

Com o lançamento adiado de 1º para 3 de dezembro, a Ubisoft quer garantir que cada detalhe receba o cuidado necessário. E, para muitos fãs, isso não é só um remake — é um retorno emocionado a um universo que marcou gerações.

"Eu joguei o primeiro Rayman no PS1 quando tinha 12 anos", conta Gounon. "Foi uma das razões pelas quais entrei na Ubisoft. Agora, trabalhar nisso de novo… é como voltar para casa".