Após três anos usando o Razer Kiyo Pro Ultra como meu principal webcam para vídeos no YouTube, fiquei surpreso — e decepcionado — com o desempenho do seu sucessor, o Kiyo V2 Pro. O modelo antecessor era, na minha opinião, o melhor webcam já feito, e o novo não consegue sequer manter o mesmo padrão.
O V2 Pro traz melhorias esperadas: foco automático mais rápido, lente com ângulo mais amplo e suporte a gravação em 4K60 — algo que a linha Kiyo vinha pedindo há anos. Porém, em quase todos os outros aspectos, o novo modelo é uma regressão. Ele é mais pesado (380g contra 348g do Ultra), tem design menos prático e depende fortemente de softwares como Camo Studio e Synapse para funcionar plenamente.
Além disso, a imagem apresenta um aspecto artificial, com ruídos visuais e problemas de movimento que não são comuns em câmeras de qualidade sem IA. O resultado final é uma imagem que parece processada demais, com perda de naturalidade — algo que é especialmente problemático para criadores de conteúdo que valorizam autenticidade.
O design, apesar de mais moderno, tornou o dispositivo mais volumoso e difícil de posicionar. Ele vem preso a uma pinça tipo crocodilo que não pode ser removida, o que limita sua versatilidade em setups com tripés ou monitores. Diferentemente do Ultra, que podia ser adaptado com facilidade, o V2 Pro é um produto mais rígido e menos flexível.
Apesar de o mercado ter adotado a IA como padrão em webcams — para compensar limitações de hardware —, o Kiyo V2 Pro não consegue usar essa tecnologia de forma eficiente. Em vez de melhorar o desempenho, a dependência de algoritmos faz com que a imagem perca qualidade real, especialmente em condições de pouca luz.
Para quem está procurando um upgrade, o Kiyo V2 Pro não é uma recomendação. Por US$299 (ou £276,98 na Amazon), o preço é alto demais para um produto que retrocede em relação ao modelo anterior.