Reality Fracture pode ser a melhor expansão de Magic: The Gathering dos últimos tempos, segundo o crítico Corey Plante, do Polygon. A impressão inicial foi de que o jogo estava mais forte do que nunca — e isso se deve, em grande parte, ao sistema de "pares ecoados".
Cada booster contém duas cartas com uma ligação narrativa: uma versão tradicional de um personagem do Multiverso de Magic e uma versão alternativa do Echoverse, o universo refletido criado por Jace. Essa mecânica transforma cada abertura de pacote em uma descoberta emocionante, como se estivéssemos vendo duas versões de um mesmo herói em lados opostos do espelho.
Entre os destaques, o plano de fundo do Garruk, Veiled Butcher, no Echoverse, que força sacrifícios e descartes, e o Garruk, Curse Breaker, que se encaixa perfeitamente em decks que usam Multani, Maro-Sorcerer. O card gera trample em todos os seus criaturas, cria Beasts com trample e ainda recupera cartas quando criaturas com 4+ de poder entram no campo — três efeitos essenciais para o estilo de jogo do Multani.
Outros cards como Ghalta, the Unstoppable, com seu custo reduzido quando há criaturas de 8 poder no campo, e Verdant Kraken, que gera um token terra a cada turno, mostram como a expansão prioriza funcionalidade e criatividade. Ainda há espaço para decks mais específicos, como o de Toph, Hardheaded Teacher, que se beneficia do loop de terra e criaturas do Kraken.
O sistema de pares também traz novidades em personagens como Vraska, Soul of Stone — uma artifatos-matter com mecanismos de token e vigilância — e Vraska, the Cutting Glare, que pode atuar como um bom card de controle em decks de Golgari. A tensão entre usar um card ou não, mesmo em raridades mais baixas, se torna constante.
Além da mecânica principal, a expansão mantém a possibilidade de abrir até quatro lendários em um único booster, o que adiciona um toque de emoção à experiência de colecionar.
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