O novo set de Magic: The Gathering, Reality Fracture, está repleto de nostalgia — e um dos maiores sustos para jogadores de Draft e Sealed está no seu coração: o retorno do lendário combo Splinter Twin.

Com uma carta especial no lineup de “convidados especiais”, a Wizards of the Coast trouxe de volta o aura vermelha que, combinada com criaturas que se untap ao entrar no campo, pode gerar uma sequência infinita de criaturas com haste — e vitória em poucos turnos.

O novo elemento-chave é Divining Duelist, um comum azul com flash e a habilidade de untap ou tapar outra criatura ao entrar. Ele desempenha exatamente o mesmo papel de Pestermite ou Deceiver Exarch nos decks antigos do combo.

O mecanismo é simples: você coloca o Divining Duelist no campo, enfeitiça com o Splinter Twin, depois usa o efeito do Duelist para gerar uma cópia com haste. Quando a cópia entra, ela untapa o original, que é novamente tapado para criar outra cópia. Repita até o oponente desistir.

Apesar de o combo ter sido banido por oito anos no formato Modern, ele foi reabilitado em 2024 — e, segundo a Wizards, não tem mais o mesmo poder destrutivo, graças ao aumento geral da complexidade do jogo.

No entanto, em Reality Fracture Limited, o risco ainda existe. A chance de abrir o Splinter Twin em um Play Booster é de 1 em 550 (0,18%), mas, combinada com a necessidade de ter o Divining Duelist, o cenário é raro — ainda assim, real.

Por isso, especialistas recomendam priorizar remoção em decks de Draft e Sealed. O melhor contra o combo? Unsummon, com apenas um mana azul e efeito sorcery. Remoções de custo mais alto ou que exigem mais tempo podem ser inúteis se o combo for executado no quarto turno.

Apesar do perigo, o set é um tributo ao passado: traz versões alternativas de cartas icônicas como Snapcaster Mage (agora Stingcaster Mage) e até uma reedição de Tarmogoyf. O retorno do Splinter Twin faz sentido nesse contexto — mas jogadores que não querem ser a vítima do combo devem estar atentos.

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