Relic Entertainment, desenvolvedora de Company of Heroes 3, admitiu que o projeto da campanha dinâmica italiana foi mais ambicioso do que o time conseguiu concluir com qualidade no lançamento. Segundo o CEO Justin Dowdeswell, a equipe tinha a intenção de criar o maior jogo da franquia até então, com duas campanhas completas e mais facções no lançamento.
Apesar do entusiasmo inicial e do conceito promissor — que lembrava Total War: World War 2 —, o sistema dinâmico acabou não funcionando como esperado. Jogadores notaram que o inimigo, principalmente os fascistas, ficava passivo durante a campanha, reduzindo o impacto da mecânica de decisão dinâmica.
Em entrevista, Dowdeswell reconheceu que o projeto foi um “erro de escala”: “Nós nos comprometemos além do que podíamos cumprir”. A equipe acreditava que problemas poderiam ser resolvidos com o tempo, mas, no fim, não houve espaço para ajustes necessários antes do lançamento.
Apesar do fracasso da campanha dinâmica, o jogo ainda recebeu elogios por suas batalhas em tempo real, que continuam sólidas, e pela campanha tradicional, que foi bem recebida. A avaliação geral foi de 82% na crítica, com o título sendo considerado um “jogo excelente, mas um experimento falho”.
O recebimento do público foi misto, com avaliações no Steam ainda classificadas como “mistas”. A equipe passou por uma análise pós-lançamento profunda para identificar os principais problemas e trabalhou para corrigir falhas, especialmente com atualizações posteriores.
Relic não desistiu do projeto. No segundo aniversário do jogo, a empresa reforçou seu compromisso com a franquia, mostrando que ainda há planos para expandir e aprimorar Company of Heroes 3 no futuro.