O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2 não é apenas um upgrade visual — é uma reinterpretação emocional do clássico. Após mais de 30 anos, o jogo que marcou gerações chega com uma nova roupagem que respeita o original, mas amplia sua alma.
Uma jornada que toca o coração
Na sessão de teste com cerca de 90 minutos, o IGN Brasil pôde explorar três partes principais do jogo: a Floresta Kokiri, o Campo de Hyrule e o Burgo de Hyrule. O silêncio na sala de jogos dizia tudo: todos estavam absorvidos, como se estivessem realmente lá, dentro do mundo de Link.
O início, com Link acordando na Kokiri, ganhou expansão. Árvores agora se movem com o vento, os habitantes conversam mais, e a jornada para pegar a Espada Kokiri foi reimaginada — sem o antigo labirinto com bola de pedra, mas com um novo desafio que mantém a essência. A sensação de ser pequeno diante do mundo, tão presente nas versões anteriores, foi potencializada.
Detalhes que fazem a diferença
O Burgo de Hyrule, ou Castle Town, se torna o verdadeiro centro da experiência. Com NPCs ativos, mini-jogos, ruas cheias de vida e detalhes que lembram um conto de fadas, o local transborda energia. É impossível não se sentir pequeno — não só por causa do tamanho de Link, mas pela imensidão de histórias que parecem acontecer ao redor.
O Templo da Floresta, meu favorito, também foi expandido. Os puzzles permanecem, mas o ambiente ganhou mais camadas. Perdi-me mais de uma vez — mas foi por vontade própria, tão envolvido que nem percebi o tempo passar.
Personagens com voz e alma
Um dos grandes destaques é a inclusão de vozes para personagens que antes só tinham textos. Navi, a fada, ganha mais protagonismo, com falas que não irritam, mas encantam. Frases como "cuidado!" ou "olha!" soam naturais e carregam emoção.
Até Kaepora Gaebora, o pássaro místico, teve seu momento de fala refeito. A antiga conversa interminável, que fazia jogadores apertarem botões por impaciência, foi substituída por uma cutscene bem construída — sem pegadinhas, apenas uma narrativa mais fluida.
A emoção chegou em um momento específico. Uma cena, ainda não divulgada, foi a gota d’água. Muitos jogadores, inclusive eu, seguraram o choro durante todo o teste. Ainda não sei se o jogo inteiro me fará chorar, mas é quase certo.
Quando nostalgia vira arte
O remake não é apenas para quem viveu o jogo nos anos 90. Ele é feito para quem nunca jogou, mas quer se sentir parte de uma história que durou décadas. Os gráficos são modernos, mas o coração do jogo permanece o mesmo — aquele que Shigeru Miyamoto e sua equipe queriam que sentíssemos em 1998.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega em 5 de novembro, exclusivamente para o Nintendo Switch 2. No Brasil, o preço ainda não foi divulgado, mas espera-se que se alinhe ao padrão dos lançamentos da Switch 2.